2008-05-26



Day after day, love turns gray
Like the skin of a dying man.
Night after night, we pretend its all right
But I have grown older and
You have grown colder and
Nothing is very much fun any more.
And I can feel one of my turns coming on.
I feel cold as a razor blade,
Tight as a tourniquet,
Dry as a funeral drum.

Run to the bedroom,
In the suitcase on the left
You'll find my favorite axe.
Don't look so frightened
This is just a passing phase,
One of my bad days.
Would you like to watch T.V.?
Or get between the sheets?
Or contemplate the silent freeway?
Would you like something to eat?
Would you like to learn to fly?
Would'ya?
Would you like to see me try?

AAAH, no!

Would you like to call the cops?
Do you think it's time I stopped?
Why are you running away?

2008-05-22

Otário

Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça

Porque para quem quer voar, dois passaros é melhor.

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Porque a realidade é irrelevante.

Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

tudo bem...até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento

muito prazer...ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas

Porque o amor é o melhor que posso ser.




Nota para o Julio do futuro: post para Joana

2008-05-17

Sucupira

Uma dos melhores motivos pra morar em Uberlandia. Essa trilha antes de trabalhar muda o dia de qqer um.

2008-05-15

Presentes da Rafa

"Reter o vão
Chacoalhar guizos de canduras
A velar saudades
Olhar derradeiro as disposições dos trigos
Recolher as tranças das rosas
Beirar a ânsia de conter o então
e depois.
Ajeitando o cerco com urgências
E fechaduras.
Repisar o charco
Levasse um naco de alma
Reinventar companhias
Calcular senões
Improvisar amor
Refundir amálgamas de pedras
E vegetais.
Levar também a chave
Para o caso de querer retornar"
Whisner Fraga

"já não temo fantasmas
invoco a todos
que venham em bando
povoar meus dias
atormentar minhas noites

entre tantos
loucos e livres
existe um
que é doce
e que me falta "
Aliz Ruiz

"por você
eu esperava
por mim não".
Aliz Ruiz


"Você deixou tudo a tua cara
Só pra deixar tudo
Com cara de saudade"

"Amor, então também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
Que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima."
Paulo Leminski

2008-05-08

The Awful Truth




.....
I'm one card short of a full deck
I'm not quite the shilling
One wave short of a shipwreck
I'm not at my usual top billing

I'm coming down with a fever
I'm really out to sea
This kettle is boiling over
I think I'm a banana tree

Oh dear, I'm going slightly mad
.....

2008-05-06

Sedução Evolutiva (ou: será que tou lendo Dawkins demais?)

O algoritmo sapiens de sedução, no gênero masculino em particular, é intrigantemente simples. O macho alfa apresenta comportamento agradável e surpreendente, genuíno ou simulado, ao parceiro beta aumentando a probabilidade α de cópula. Entretanto, esta escolha entre genuíno ou simulado não é nada trivial.

Dissimular os comportamentos que maximizam α é cronicamente inviável. É até possivel apresentar-se como multimilionário ou estrela do rock, mas raramente se dispõe dos recursos necessários para sustentar o papel pelo tempo suficiente. Sendo assim, a melhor chance de reprodução sexuada é identificar em um parceiro específico quais são os comportamentos de possível ou necessária dissimulação que melhorem suas chances. Se a farsa não for desfeita, ou tornar-se genuína, o relacionamento se estabelece e Darwin fica feliz.

Infelizmente, tais ocasiões são raras. Normalmente o resultado são mágoas e decepções. Sendo assim, a melhor chance do comportamento dissimulado, popularmente denominado cafajeste ou anti-cafajeste (Biasi, 2008), é a falha rápida. Quanto antes for detectada a incompatibilidade, maior a quantidade de relacionamentos ao longo da vida e a probabilidade de sucessão. Por isso, mesmo com α pequeno em relacionentos superficiais individuais, a chance de reprodução é alta, dada a quantidade de tentativas. O problema é com esta abordagem é a angústia gerada pelos vazios e infrutíferos relacionamentos , que pressiona o macho a mudar de estratégia.

A sinceridade, apesar de sua execução mais simples, também é melindrosa. A idéia é apresentar, genuinamente, suas melhores qualidades e, no máximo, omitir os inconvenientes. Dada a exposição a um número suficiente de parceiros candidatos, eventualmente o acasalamento ocorrerá e com α maior, dada a pouca probabilidade de decepções e a não necessidade de maximizar o número de encontros. O problema é que a reprodução sexuada é assistida por hormônios, com efeitos conhecidos como "amor" ou "paixão", que são urgentes demais para aguardar o eventual interesse do parceiro candidato, ainda mais sob ameaça da competição. Isso tenta para o abandono da sinceridade e adoção da postura ativamente dissimulada.

Sendo assim, a maior tentação e risco das duas estratégias e trocar de opção. Assim como trocar de filas não levam ao caixa ou melhoram desempenho no trânsito, o chaveamento de tática, consciente ou não, reduz em muito a probabilidade de reprodução. O período de adaptação e a desabilidade com o novo cenário desfavorecem o individuo em grupos tão competitivos. O estado da arte deve residir então em balancear as duas abordagens, chegando a um nível suportável de cafajestice e mantendo-se genuíno pelo menos aos princípios fundamentais.

Entretanto, meu amigo, uma conclusão é certa. Nenhuma racionalização será capaz de desengasgar essa bola de pêlo. Nem o mais alto monge está livre do desejo, nem que seja pelo desapego e iluminação em si. Fico então com esta dúvida que, por enquanto, é benção.
Antônimo

Antônio já nasceu errado, faltando esse M.
Usava óculos, mas queria piercing.
Queria bacon, mas comia salada.
Achava que tinha atitude, mas era tímido.
Casou-se com Raquel, mas amava Joana.
Pensava com clareza, mas estava confuso.
Morreu, ao contrário de amar,
Vivendo as consequëncias de tudo que não fez.

Da série: Metafora, Terceira Pessoa, Superlativo

2008-05-02

More of that

Primeiro, é a garota mais bonita
O curso certo, o melhor emprego
Devagar ou de repente, tudo muda
Pode ser no escuro, ouvindo tommy
ou na praia, caminhando
ou viajando em situações bem mais triviais.

Pra mim foi naqueles olhos
foi ali que senti a urgência de ser mais
mais do que a expectativa de outros
mais do que uma imagem auto-enganada
mais que carbono velho e cromossomos

E mesmo que seja miragem
que nunca seja nada disso
ao menos fui este sonho, que hoje deixo com ela.

Duvido que um dia ela pergunte, mas é esta a resposta.

2008-04-29

Os meios justificam os fins?

Eu também devia estar contente, mas estou decepcionado e abestalhado. O problema é que não estou satisfeito com os discos voadores. Mesmo se tivesse beijo de namorada na chegada, já não seria satisfatório.
E se Atena não virá apaziguar minha odisséia, só me resta crer que não importa o fim, mas apenas o que me tornei no meio.
Será então que posso me dedicar a todas as mentiras sinceras que me interessam?
Posso deixar um milhão de cruzados novos de lado?
Vou conseguir deixar os pecados banais no passado?

Qual meio justifica meu fim?

2008-04-28

Mania de Ser - Casa das Maquinas




Fiz transações pra poder entender o que é a razão ao meu ver
Sem saber em que bicho vai dar
Minha mania de ser
De querer a missão de cantar

Pra mim só importa gostar
De você e o melhor pra nós dois é pensar em amar
Não olhar para trás
Pra nao ver os pecados banais

Não há tempo pra esperar
Quem não pode mais nos alcançar
Só ficou para trás
Quem não canta e não sabe amar

alguem tem fotos do show?

2008-04-13

O Sebo

Meu pai sempre me levava ao sebo. Eu não gostava muito. Raramente tinha algo interessante, a maior parte das vezes era só aspiração de poeira recompensada por um chá mate na saída.
Tudo mudou na minha primeira transação. Dois CDs do Guns por um do Yes. Troca mais vantajosa, impossível. No começo, tudo era assim, motivado pela minha precária percepção de valor. Dois Jorge Amados por um Niezsche. Dois Van Damme por um Kubrick.
Um dia, sem perceber, a troca se tornou sua própria justificativa. Não importava mais o objeto. Tequila por Uísque. Programador por professor. Maconha por ácido. Essa namorada por aquela.
Hoje eu tenho uma guitarra e um pouco de esperança. Troco por uma camisa do Led.

2008-04-10

Superlativo

Ele não vivia como os outros. Vivia muitíssimo, e o mais rapidamente que conseguia. Problema era por pra fora.
Sempre bêbado de emoções, mas com sua uretra de conta gotas. Era péssimo em escrever, tocar, pintar ou sequer falar de tudo que sentia.
Doía como a mais aguda prisão de ventre. Mas o vício era toda vez o mais forte e, como o alcóolatra recaído, voltava a viajar, a conhecer, a amar.
Ela lhe fez ultrapassar seu máximo. Explodiu como o mais tântrico orgasmo, ali na cama mesmo.
Não pode ter o caixâo aberto, pois seus pedaços ainda estão no mundo.

Da série: Metafora, Terceira Pessoa

2008-04-09

Josivaldo, o medíocre.

Levianamente surupiado de: http://girlinterrupted00.blog.terra.com.br/marina_a_sadomasoquista



Josivaldo não era nem da turma do fundão, nem dos caxias. Se sentia tão mediano quanto realmente era, excluído das brincadeiras e das agressões. Passou ileso. Não queria as uvas da adolescência, mas bem que podiam ter lhe oferecido.

Não ficou rico nem devia, contentava-se com o melhor emprego que conseguiu. Era suficiente para comer, beber e algum sexo barato que encontrava aqui e alí. Era feliz por não ser triste, até que conheceu Marina.

Era como ser um índio, maravilhado pela cartequese do amor de Marina. Agonizava em cada parafuso, esperando pelo brilho dos olhos de Marina. Perdi-se no chiado dos aparelhos. No fundo, ouvia os gemidos miados dela pedindo a próxima sacanagem. Foi assim por muito tempo.

Mas sentiu falta de sí mesmo. Quando voltou ao bar, se embriagou novamente ao bater do bilhar, imerso em perfume barato e aguardente. Seu lugar não era nas indulgências sexuais de Marina, mas ali, naquele antro. Podia não ter raros momentos de êxtase, mas também não sofria da ansiedade de esperar. Resolveu ficar.
O império contra-ataca


Antes, leia:

http://girlinterrupted00.blog.terra.com.br/almodovarianas


E vamos pular a parte do "homens são vermes malditos", etc... reclamar não vai deixá-los melhores, mas você pode ser diferente. Sim, minha amiga, a culpa também é sua. Mas como fazer diferente, num momento tão dificil? Me permita esclarecer alguns pontos...

1- Retome o elemento surpresa. Afinal, você já sabia, não é mesmo? Choro, fúria e decepção são esperados e tem um contorno meticulosamente planejado. Mas nem os mais cafajestes estão prontos para ouvir: "Tudo bem, você é um palhaço mesmo...."

2- Não chore. Ele vai no mínimo tentar te abraçar e a não ser que queira apunhalar o infeliz, esta não é a posição ideal agora.

3- Ele vai tentar fazer você se sentir bem e se eximir da culpa. Não deixe. Mas não se fazendo de vítima, como "depois de tudo que eu dei....", mas com a merecida agressividade, no melhor estilo "Devolve o disco do pixinguinha, você não merece a primeira nota."

Isso deixa o cenário armado para o mais importante, a semana seguinte. Falaremos dela depois.
Será que eu consigo um trampo na Capricho?

2008-04-06

Metáfora

Ela não era uma criança comum. Era como se lhe faltasse o aparelho de chorar ou sorir. Não era aquela distância apática ou autista, mas como se tudo fosse irrelevante. Como se planasse além da superficialidade infantil, aguardando entediadamente o ônibus da adolesência.
E logo ele veio, mas estava vazio. Não encontrou nem as decepções para que tanto se preparou. A perda de familiares foi natural, como realmente é. Os garotos, meras marionetes de seu corpo. A primeira traição, um incômodo passageiro, como um café derramado ao colo.
Decidiu terminar a vida como quem rejeita uma refeição ao provar. Não importa se o prato estava cheio, não era o que ela queria.

2008-04-04

Terceira Pessoa

Ele não era ele para sí mesmo. Era outros. Alguns desconhecidos, outros familiares, mas raramente o próprio. Não era para sí, nem para os outros. Até com a própria mulher se estranhava, por ela não ser dele, mas de outro, perdido no passado.
Tinha amigos. Muitos. Raramente querido,
mas o mimetismo lhe poupava a rejeição. Não era falta de personalidade, mas excesso. Devorava experiências com a gula ansiosa dos mais privados, pois as vezes se sentia assim.
Quando se foi, muitos vieram se despedir. Mas só uma pessoa conhecia a alma do corpo que alí jazia. E ela nem sabia.

2008-03-23

Não tem resumo

Se a filosofia nos ensina uma única coisa, é a ser auto-referente. Do templo de delfos a nietzsche, este norte dogmático nos é cruelmente imposto como destino. Sem certeza, sem moral, sem ao menos um caminho. Apenas uma frase.
E ela não está aberta a negociações. Não adianta matar Deus e substituí-lo pelo casamento, pelo trabalho ou pela filosofia. Mas é exatamente nestes ídolos que encontramos nossa identidade, nosso caminho, nosso conforto.

"Já não sou mais quem eu sempre fui, mas não sei ser mais nada."

Eu não me vejo religiosamente, tampouco no trabalho ou em qualquer outro caminho que eu tenha trilhado. Não sou capaz de dizer quem eu sou nem diante do espelho. Sou apenas o composto da ansiedade do Cabral, da liberdade do Nanji, do humor (?) do Carná, do sucesso do Rafael, da derrota do Roberval, da ponderação do Lucas e dos tantos outros reflexos de mim quem encontro em vocês.

Este post é para meus amigos e para que minhas namoradas, passadas e futuras, entendam minha relação com eles.

Abracíssimo!

2008-03-17

L'amour ou la mort?

Não existe outra opção, nem omissão. Ou nos embutimos do maior envolvimento, ou morremos. Adiamos a morte, nos entretendo no desatento correr das horas. As memórias só me valem se estiverem embotadas dos mais profundos sentimentos, senão é apenas um beijo, um trabalho, um momento despediçado.
Mas hoje prefiro ser o cadaver adiado, desperdiçando cautelosamente cada passo. Não me preocupo, Vienna pode esperar.

2008-03-15

Esta noite não pode deixar de ser pra ela....

"Can you tell me where my country lies?"
said the unifaun to his true love's eyes.
"It lies with me!" cried the Queen of Maybe
- for her merchandise, he traded in his prize.