2008-11-12

Marco 1

Faz pouco mais de um ano que entrei no mercado de capitais e esse é um post pra resumir o que aprendi até aqui. Qualquer pretensão de conclusão seria invalidada pelas altas e baixas inéditas e irrepetíveis deste período, então apenas reflito sobre a minha experiência, que pode ser util a outros assalariados de classe média que, como eu, buscam no mercado de capitais e na bolsa de valores diversas oportunidades.


Objetivo


Acredito que uma das coisas mais importantes é ter um objetivo, claro a ponto de ser pronunciado em voz alta. Pode ser a independência financeira (é o meu), aposentadoria, casa nova, segurança dos filhos, viajar. Tomara que não seja ganhar dinheiro.
Depois traduza seu objetivo em numeros. Entre tempo, investimento, taxa e resultado, você pode escolher três.
Por exemplo, para ser independente daqui 8 anos, vivendo de um montante de R$ 400.000, economizando R$ 2000 por mês, eu preciso de uma taxa de juros média de 1,38%. Isso vai dizer quais são os investimentos que devo procurar.
Para pagar a faculdade dos filhos daqui 18 anos ou para me casar ano que vem, certamente as opções seriam muito diferentes.
Calcular isso é muito simples, basta usar algo como a Calculadora do Cidadão ou uma planilha eletrônica, que certamente será mais útil.

Compreensão


São poucas as ocasiões onde você não poderia ter se prevenido melhor. Não para evitar algum prejuizo ou para não errar, porque isso acontece e pode ser bom. O ruim é a surpresa.
Comprar uma opção a seco, acreditar numa figura do gráfico ou esperar bons dividendos podem ser escolhas boas ou ruins, depende do quanto você entende do que está fazendo. Saber o que vai fazer é mais importante que perder ou ganhar, e isso só vem com estudo. E não tou falando de um livro e uma palestra, mas de um estudo tão profundo e complexo quanto o investimento que você pretende fazer, que pode ser até a caderneta de poupança.

Risco

Se você é um excelente jogador de pedra-papel-tesoura, que vence 75% (3 a cada 4) das vezes, pode ficar milionario. Se voce apostar R$ 1000 do dinheiro em um jogo, voce tem 75% de chance de ficar com 2000 e 25% de ficar com 0.
Se apostar 500 em dois jogos, voce tem 56% de chances de ganhar os dois e ficar com 2000, 38% de vencer em uma ficando com 1000 e apenas 6% de chance de perder os dois.
Se apostar 333 em tres jogos, a possibilidade de falir cai pra 1,5%.
Se você não é um jogador tão bom, ainda pode ficar rico. Basta ganhar mais do que perde e apostar menos a cada tentativa.
Ou seja, se o investimento tem um risco muito baixo, como a poupança, tudo bem colocar quase todo seu dinheiro nele. Se o seu risco é mais alto, melhor colocar bem menos.

Custo

Quase todo investimento tem pelo menos um custo, que pode inviabilizá-lo. Por exemplo, suponha que dos R$ 50.000 que eu tenho na bolsa, resolvo arriscar 10% (R$ 5.000) numa trava de baixa. Essa operação requer 4 transações, cada custando R$ 15,00 o investimento nos custaria R$ 60, 12% do total investido. Isso significa que só pra ficar no zero a zero, voce tem que lucrar 13.6%. Para ter lucro então, só com bola de cristal. Por isso que se o custo é maior que 0.5%, evito, se maior que 1%, não faço, a não ser com um motivo muito excepcional.

E, claro, não arrisque sua saúde, trabalho e lazer :)

2008-09-16

How nice poverty looks in retrospective...




I hear the drizzle of the rain
Like a memory it falls
Soft and warm continuing
Tapping on my roof and walls.

And from the shelter of my mind
Through the window of my eyes
I gaze beyond the rain-drenched streets
To England where my heart lies.

My mind's distracted and diffused
My thoughts are many miles away
They lie with you when you're asleep
And kiss you when you start your day.

And as a song I was writing is left undone
I don't know why I spend my time
Writing songs I can't believe
With words that tear and strain to rhyme.

And so you see I have come to doubt
All that I once held as true
I stand alone without beliefs
The only truth I know is you.

And as I watch the drops of rain
Weave their weary paths and die
I know that I am like the rain
There but for the grace of you go I.

2008-07-01

Corolário (leia o post anterior primeiro)

Se o que define a arte, e sua profunda relevância, são os sentimentos dos quais é produto, então é infrutífero tentar classificar isso ou aquilo como arte, uma vez que não importa o que se faz, mas como é feito. O que reforça a afirmação que originou este post: os meios (como) justificam os fins (o quê). Note que isso não é antônimo ao maquiavélico vice-versa, uma vez que sem fins, os meios não são. Isso esclarece porque as pessoas de plastico, mesmo quando cantam, não produzem arte e porque para o artista este oficício é tão natural.

Alguem poderia me dizer se este pensamento é internamente consistente ou tautológico?
O Estado da Arte

Porque esta expressão é tão buscada na engenharia, uma disciplina reconhecida como sendo praticamente o oposto da expressão artística?

Para quem concorda comigo que os meios justificam os fins, não é dificil concordar com Nietsche: O mundo só se justifica esteticamente. Não há qualquer ordem a priori que justifique nossa existência. O terror de não tê-la (ou de não sê-la), só pode ser superado por esta transvaloração, pela aceitação da estética, da arte e do humano como fundamento da verdade.

A bagunça química que culminou na maquina de sobrevivência que somos gera reações recorrentes, às quais convenientemente rotulamos como sentimentos e suas especializações. Os artefatos subprodutos destas reações, creio que podemos chamar de arte. E é importante notar sua mais forte geradora: a vaidade.

Certamente, a busca da maioria dos artistas é a alimentação da sua vaidade pela aceitação do maior número possivel de outros humanos, além dos óbvios benefícios decorrentes. Para outros, entretanto, o objetivo parece o contrario. Se apreciado pela profunda beleza da simplicidade de um trabalho complexo, mesmo que por um ou dois, isso basta para encher os bolsões de vaidade deste artista. Este, que como o burro da cenoura, vive sedentamente a busca pelo próximo passo. Pelo melhor possível. Pelo "Estado da Arte". É este o caminho dos cientistas, engenheiros e músicos de rock progressivo :)

Isso ou eu estou realmente frustrado por não tocar guitarra.

2008-05-30

THAT is a song.

independente do ritmo ou do interprete....

Sex Pistols



Robbie Williams



Elvis Presley




E o original, insubstituível...

2008-05-26



Day after day, love turns gray
Like the skin of a dying man.
Night after night, we pretend its all right
But I have grown older and
You have grown colder and
Nothing is very much fun any more.
And I can feel one of my turns coming on.
I feel cold as a razor blade,
Tight as a tourniquet,
Dry as a funeral drum.

Run to the bedroom,
In the suitcase on the left
You'll find my favorite axe.
Don't look so frightened
This is just a passing phase,
One of my bad days.
Would you like to watch T.V.?
Or get between the sheets?
Or contemplate the silent freeway?
Would you like something to eat?
Would you like to learn to fly?
Would'ya?
Would you like to see me try?

AAAH, no!

Would you like to call the cops?
Do you think it's time I stopped?
Why are you running away?

2008-05-22

Otário

Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça

Porque para quem quer voar, dois passaros é melhor.

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Porque a realidade é irrelevante.

Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

tudo bem...até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento

muito prazer...ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas

Porque o amor é o melhor que posso ser.




Nota para o Julio do futuro: post para Joana

2008-05-17

Sucupira

Uma dos melhores motivos pra morar em Uberlandia. Essa trilha antes de trabalhar muda o dia de qqer um.

2008-05-15

Presentes da Rafa

"Reter o vão
Chacoalhar guizos de canduras
A velar saudades
Olhar derradeiro as disposições dos trigos
Recolher as tranças das rosas
Beirar a ânsia de conter o então
e depois.
Ajeitando o cerco com urgências
E fechaduras.
Repisar o charco
Levasse um naco de alma
Reinventar companhias
Calcular senões
Improvisar amor
Refundir amálgamas de pedras
E vegetais.
Levar também a chave
Para o caso de querer retornar"
Whisner Fraga

"já não temo fantasmas
invoco a todos
que venham em bando
povoar meus dias
atormentar minhas noites

entre tantos
loucos e livres
existe um
que é doce
e que me falta "
Aliz Ruiz

"por você
eu esperava
por mim não".
Aliz Ruiz


"Você deixou tudo a tua cara
Só pra deixar tudo
Com cara de saudade"

"Amor, então também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
Que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima."
Paulo Leminski

2008-05-08

The Awful Truth




.....
I'm one card short of a full deck
I'm not quite the shilling
One wave short of a shipwreck
I'm not at my usual top billing

I'm coming down with a fever
I'm really out to sea
This kettle is boiling over
I think I'm a banana tree

Oh dear, I'm going slightly mad
.....

2008-05-06

Sedução Evolutiva (ou: será que tou lendo Dawkins demais?)

O algoritmo sapiens de sedução, no gênero masculino em particular, é intrigantemente simples. O macho alfa apresenta comportamento agradável e surpreendente, genuíno ou simulado, ao parceiro beta aumentando a probabilidade α de cópula. Entretanto, esta escolha entre genuíno ou simulado não é nada trivial.

Dissimular os comportamentos que maximizam α é cronicamente inviável. É até possivel apresentar-se como multimilionário ou estrela do rock, mas raramente se dispõe dos recursos necessários para sustentar o papel pelo tempo suficiente. Sendo assim, a melhor chance de reprodução sexuada é identificar em um parceiro específico quais são os comportamentos de possível ou necessária dissimulação que melhorem suas chances. Se a farsa não for desfeita, ou tornar-se genuína, o relacionamento se estabelece e Darwin fica feliz.

Infelizmente, tais ocasiões são raras. Normalmente o resultado são mágoas e decepções. Sendo assim, a melhor chance do comportamento dissimulado, popularmente denominado cafajeste ou anti-cafajeste (Biasi, 2008), é a falha rápida. Quanto antes for detectada a incompatibilidade, maior a quantidade de relacionamentos ao longo da vida e a probabilidade de sucessão. Por isso, mesmo com α pequeno em relacionentos superficiais individuais, a chance de reprodução é alta, dada a quantidade de tentativas. O problema é com esta abordagem é a angústia gerada pelos vazios e infrutíferos relacionamentos , que pressiona o macho a mudar de estratégia.

A sinceridade, apesar de sua execução mais simples, também é melindrosa. A idéia é apresentar, genuinamente, suas melhores qualidades e, no máximo, omitir os inconvenientes. Dada a exposição a um número suficiente de parceiros candidatos, eventualmente o acasalamento ocorrerá e com α maior, dada a pouca probabilidade de decepções e a não necessidade de maximizar o número de encontros. O problema é que a reprodução sexuada é assistida por hormônios, com efeitos conhecidos como "amor" ou "paixão", que são urgentes demais para aguardar o eventual interesse do parceiro candidato, ainda mais sob ameaça da competição. Isso tenta para o abandono da sinceridade e adoção da postura ativamente dissimulada.

Sendo assim, a maior tentação e risco das duas estratégias e trocar de opção. Assim como trocar de filas não levam ao caixa ou melhoram desempenho no trânsito, o chaveamento de tática, consciente ou não, reduz em muito a probabilidade de reprodução. O período de adaptação e a desabilidade com o novo cenário desfavorecem o individuo em grupos tão competitivos. O estado da arte deve residir então em balancear as duas abordagens, chegando a um nível suportável de cafajestice e mantendo-se genuíno pelo menos aos princípios fundamentais.

Entretanto, meu amigo, uma conclusão é certa. Nenhuma racionalização será capaz de desengasgar essa bola de pêlo. Nem o mais alto monge está livre do desejo, nem que seja pelo desapego e iluminação em si. Fico então com esta dúvida que, por enquanto, é benção.
Antônimo

Antônio já nasceu errado, faltando esse M.
Usava óculos, mas queria piercing.
Queria bacon, mas comia salada.
Achava que tinha atitude, mas era tímido.
Casou-se com Raquel, mas amava Joana.
Pensava com clareza, mas estava confuso.
Morreu, ao contrário de amar,
Vivendo as consequëncias de tudo que não fez.

Da série: Metafora, Terceira Pessoa, Superlativo

2008-05-02

More of that

Primeiro, é a garota mais bonita
O curso certo, o melhor emprego
Devagar ou de repente, tudo muda
Pode ser no escuro, ouvindo tommy
ou na praia, caminhando
ou viajando em situações bem mais triviais.

Pra mim foi naqueles olhos
foi ali que senti a urgência de ser mais
mais do que a expectativa de outros
mais do que uma imagem auto-enganada
mais que carbono velho e cromossomos

E mesmo que seja miragem
que nunca seja nada disso
ao menos fui este sonho, que hoje deixo com ela.

Duvido que um dia ela pergunte, mas é esta a resposta.

2008-04-29

Os meios justificam os fins?

Eu também devia estar contente, mas estou decepcionado e abestalhado. O problema é que não estou satisfeito com os discos voadores. Mesmo se tivesse beijo de namorada na chegada, já não seria satisfatório.
E se Atena não virá apaziguar minha odisséia, só me resta crer que não importa o fim, mas apenas o que me tornei no meio.
Será então que posso me dedicar a todas as mentiras sinceras que me interessam?
Posso deixar um milhão de cruzados novos de lado?
Vou conseguir deixar os pecados banais no passado?

Qual meio justifica meu fim?

2008-04-28

Mania de Ser - Casa das Maquinas




Fiz transações pra poder entender o que é a razão ao meu ver
Sem saber em que bicho vai dar
Minha mania de ser
De querer a missão de cantar

Pra mim só importa gostar
De você e o melhor pra nós dois é pensar em amar
Não olhar para trás
Pra nao ver os pecados banais

Não há tempo pra esperar
Quem não pode mais nos alcançar
Só ficou para trás
Quem não canta e não sabe amar

alguem tem fotos do show?

2008-04-13

O Sebo

Meu pai sempre me levava ao sebo. Eu não gostava muito. Raramente tinha algo interessante, a maior parte das vezes era só aspiração de poeira recompensada por um chá mate na saída.
Tudo mudou na minha primeira transação. Dois CDs do Guns por um do Yes. Troca mais vantajosa, impossível. No começo, tudo era assim, motivado pela minha precária percepção de valor. Dois Jorge Amados por um Niezsche. Dois Van Damme por um Kubrick.
Um dia, sem perceber, a troca se tornou sua própria justificativa. Não importava mais o objeto. Tequila por Uísque. Programador por professor. Maconha por ácido. Essa namorada por aquela.
Hoje eu tenho uma guitarra e um pouco de esperança. Troco por uma camisa do Led.

2008-04-10

Superlativo

Ele não vivia como os outros. Vivia muitíssimo, e o mais rapidamente que conseguia. Problema era por pra fora.
Sempre bêbado de emoções, mas com sua uretra de conta gotas. Era péssimo em escrever, tocar, pintar ou sequer falar de tudo que sentia.
Doía como a mais aguda prisão de ventre. Mas o vício era toda vez o mais forte e, como o alcóolatra recaído, voltava a viajar, a conhecer, a amar.
Ela lhe fez ultrapassar seu máximo. Explodiu como o mais tântrico orgasmo, ali na cama mesmo.
Não pode ter o caixâo aberto, pois seus pedaços ainda estão no mundo.

Da série: Metafora, Terceira Pessoa

2008-04-09

Josivaldo, o medíocre.

Levianamente surupiado de: http://girlinterrupted00.blog.terra.com.br/marina_a_sadomasoquista



Josivaldo não era nem da turma do fundão, nem dos caxias. Se sentia tão mediano quanto realmente era, excluído das brincadeiras e das agressões. Passou ileso. Não queria as uvas da adolescência, mas bem que podiam ter lhe oferecido.

Não ficou rico nem devia, contentava-se com o melhor emprego que conseguiu. Era suficiente para comer, beber e algum sexo barato que encontrava aqui e alí. Era feliz por não ser triste, até que conheceu Marina.

Era como ser um índio, maravilhado pela cartequese do amor de Marina. Agonizava em cada parafuso, esperando pelo brilho dos olhos de Marina. Perdi-se no chiado dos aparelhos. No fundo, ouvia os gemidos miados dela pedindo a próxima sacanagem. Foi assim por muito tempo.

Mas sentiu falta de sí mesmo. Quando voltou ao bar, se embriagou novamente ao bater do bilhar, imerso em perfume barato e aguardente. Seu lugar não era nas indulgências sexuais de Marina, mas ali, naquele antro. Podia não ter raros momentos de êxtase, mas também não sofria da ansiedade de esperar. Resolveu ficar.
O império contra-ataca


Antes, leia:

http://girlinterrupted00.blog.terra.com.br/almodovarianas


E vamos pular a parte do "homens são vermes malditos", etc... reclamar não vai deixá-los melhores, mas você pode ser diferente. Sim, minha amiga, a culpa também é sua. Mas como fazer diferente, num momento tão dificil? Me permita esclarecer alguns pontos...

1- Retome o elemento surpresa. Afinal, você já sabia, não é mesmo? Choro, fúria e decepção são esperados e tem um contorno meticulosamente planejado. Mas nem os mais cafajestes estão prontos para ouvir: "Tudo bem, você é um palhaço mesmo...."

2- Não chore. Ele vai no mínimo tentar te abraçar e a não ser que queira apunhalar o infeliz, esta não é a posição ideal agora.

3- Ele vai tentar fazer você se sentir bem e se eximir da culpa. Não deixe. Mas não se fazendo de vítima, como "depois de tudo que eu dei....", mas com a merecida agressividade, no melhor estilo "Devolve o disco do pixinguinha, você não merece a primeira nota."

Isso deixa o cenário armado para o mais importante, a semana seguinte. Falaremos dela depois.
Será que eu consigo um trampo na Capricho?

2008-04-06

Metáfora

Ela não era uma criança comum. Era como se lhe faltasse o aparelho de chorar ou sorir. Não era aquela distância apática ou autista, mas como se tudo fosse irrelevante. Como se planasse além da superficialidade infantil, aguardando entediadamente o ônibus da adolesência.
E logo ele veio, mas estava vazio. Não encontrou nem as decepções para que tanto se preparou. A perda de familiares foi natural, como realmente é. Os garotos, meras marionetes de seu corpo. A primeira traição, um incômodo passageiro, como um café derramado ao colo.
Decidiu terminar a vida como quem rejeita uma refeição ao provar. Não importa se o prato estava cheio, não era o que ela queria.

2008-04-04

Terceira Pessoa

Ele não era ele para sí mesmo. Era outros. Alguns desconhecidos, outros familiares, mas raramente o próprio. Não era para sí, nem para os outros. Até com a própria mulher se estranhava, por ela não ser dele, mas de outro, perdido no passado.
Tinha amigos. Muitos. Raramente querido,
mas o mimetismo lhe poupava a rejeição. Não era falta de personalidade, mas excesso. Devorava experiências com a gula ansiosa dos mais privados, pois as vezes se sentia assim.
Quando se foi, muitos vieram se despedir. Mas só uma pessoa conhecia a alma do corpo que alí jazia. E ela nem sabia.

2008-03-23

Não tem resumo

Se a filosofia nos ensina uma única coisa, é a ser auto-referente. Do templo de delfos a nietzsche, este norte dogmático nos é cruelmente imposto como destino. Sem certeza, sem moral, sem ao menos um caminho. Apenas uma frase.
E ela não está aberta a negociações. Não adianta matar Deus e substituí-lo pelo casamento, pelo trabalho ou pela filosofia. Mas é exatamente nestes ídolos que encontramos nossa identidade, nosso caminho, nosso conforto.

"Já não sou mais quem eu sempre fui, mas não sei ser mais nada."

Eu não me vejo religiosamente, tampouco no trabalho ou em qualquer outro caminho que eu tenha trilhado. Não sou capaz de dizer quem eu sou nem diante do espelho. Sou apenas o composto da ansiedade do Cabral, da liberdade do Nanji, do humor (?) do Carná, do sucesso do Rafael, da derrota do Roberval, da ponderação do Lucas e dos tantos outros reflexos de mim quem encontro em vocês.

Este post é para meus amigos e para que minhas namoradas, passadas e futuras, entendam minha relação com eles.

Abracíssimo!

2008-03-17

L'amour ou la mort?

Não existe outra opção, nem omissão. Ou nos embutimos do maior envolvimento, ou morremos. Adiamos a morte, nos entretendo no desatento correr das horas. As memórias só me valem se estiverem embotadas dos mais profundos sentimentos, senão é apenas um beijo, um trabalho, um momento despediçado.
Mas hoje prefiro ser o cadaver adiado, desperdiçando cautelosamente cada passo. Não me preocupo, Vienna pode esperar.

2008-03-15

Esta noite não pode deixar de ser pra ela....

"Can you tell me where my country lies?"
said the unifaun to his true love's eyes.
"It lies with me!" cried the Queen of Maybe
- for her merchandise, he traded in his prize.

2008-03-07

Quando Nietzsche chorou

"Conheci muitas pessoas que não gostam de si mesmas e tentam superar isso persuadindo os outros a pensarem bem delas. [...] Mas esta é uma falsa solução, isso é submissão à autoridade dos outros. Sua tarefa é aceitar a si mesmo, não encontrar formas de obter minha aceitação."

"Não faço objeção ao homem que faz sexo quando precisa. Mas odeio o homem que implora por ele, que abre mão de seu poder a favor da mulher condecedente..."

"A ralé desperdiça a vida como suinos alimentando a vala do desejo."

"Aqueles que desejam perseguir a verdade devem renunciar à paz de espirito e devotar sua vida à investigação."

2008-03-06

A eterna busca deste homem

Nascemos confinados. Presos nos sentidos, no tempo, na vida.
Procuro pelas breves frestas. Pelos raros lampejos de humanidade que possa encontrar.
Seja na arte ou nas drogas, no sexo ou em Deus, ou até mesmo no amor.
Tudo pelo único sentido da vida: a procura por um.

Talvez seja um sonho inatingível,
Mas não são estes os que se vale buscar?

2008-03-04

Outro fim

Nem todo amor. Nem toda felicidade. Nem nada.
Nada foi capaz de conter as lagrimas.
Teria sido possivel evitar os erros? Teria adiantado?
Ou seria o amor mais um jogo de probabilidades?

Nao sei a resposta, apenas o resultado....

2007-11-22

For No One (tradução)
The Beatles


Por ninguém

Seu dia nasce, sua mente dói,
Você descobre que todas as coisas gentis que ela disse,
Não fazem mais sentido.
Ela acorda, ela se maquia
Ela não tem pressa,
Ela não precisa mais de você.
E nos olhos dela você não vê nada,
Nenhum sinal de amor atrás das lágrimas choradas por ninguém,
Um amor que devia ter durado anos.
Você a quer, você precisa dela,
No entanto você já não acredita nela
Quando ela diz que seu amor já morreu,
Você pensa que ela precisa de você.
E nos olhos dela você não vê nada,
Nenhum sinal de amor atrás das lágrimas choradas por ninguém,
Um amor que devia ter durado anos.
Você fica em casa, ela sai,
Diz que a muito tempo conheceu alguém mas agora
Ele se foi e ela não precisa dele.
Seu dia nasce, sua mente dói,
Haverá um dia em que todas as coisas que ela disse encherão a
sua cabeça,
Você não conseguirá esquecê-la.
E nos olhos dela você não vê nada,
Nenhum sinal de amor atrás das lágrimas choradas por ninguém,
Um amor que devia ter durado anos.

Me conte o resto, Paul......

2007-11-19

2007-09-20

Aforismos?

Porque se não for entendido em um período, um livro não resolverá a nossa inabilidade.
O absolutismo não pode ser relativo.
O relativismo não pode ser absoluto.

2007-09-16

Nenhuma viagem tem volta.
Saudades de Hitler

A novíssima ordem mundial, com todo conforto da modernidade, é de uma crueldade tão perversa que chega a me enojar. Enquanto lhe posto estas palavras usando a onipresente e maravilhosa rede de computadores, 65% do mundo nunca fez uma chamada telefônica. Por favor, isso não é uma estatística, é um sintoma. Sintoma da doença que causará asco em nossos descentes: a indiferença.

E não estou falando da indiferença moral, que me permite assistir o jornal na janta. Mas sim da indiferença generalizada perante o sistema excludente que construímos. Os que não tem dinheiro são excluídos. Excluídos das escolas, do trabalho assalariado e da sociedade. Excluídos da informação, da cultura e das artes. Excluídos de moradia e da rede de esgoto, no meu país, são mais de 30%.

Em breve (historicamente) estas pessoas, unidas na exclusão, estarão condenadas a condições de vida miseráveis, a trabalhos sem salário ou dignidade e, aos mais afortunados, a morte. É o holocausto passivo e globalizado, gerado pela minha e pela sua indiferença.

"O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
"No fim, não lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas no silêncio dos nossos amigos."
Martin Luther



(cemitério judeu em praga)

2007-06-15

A perversa indústria de software

Não, não é (só) sobre a Microsoft. É que eu assisti mais um vídeo sobre qualidade, do Douglas Crockford, onde ele lembra que estamos a 40 anos na famosa "Crise do Software". Mas ao contrário dele, e de outros, eu não acredito que o problema seja a natureza do software, complexidade, gerenciamento, ferramentas ou linguagens. A minha teoria é muito mais simples - quem pode resolver o problema, não quer.

Se fazer software subitamente se tornasse algo rapido, simples e eficiente, fatalmente o nível de preços cairia, seres humanos poderiam entender o que acontece na misteriosa cripta de TI e a necessidade de reinventar a roda todo ano seria, no mínimo, questionada. Certamente, isso não é algo que a muitas empresas de software gostariam.

Pense no Java (ou C#, tanto faz). Tecnicamente, uma das piores linguagens de programação que já foi criada. Mas depois de poucas semanas de treino, até a porta da sala consegue programar. Isso gera uma "comunidade" gigante, gerando toneladas de código e $$, eventualmente ambos de qualidade. Mais ou menos como a comunidade de usuarios de teclados QWERTY, muito popular, mas originalmente projetado para atrasar a digitação. Como nenhuma companhia quer ficar presa à um pequeno grupo de nerds que falam apenas Klingon e Smalltalk, eles acabam sendo muito bem pagos para compensar o trabalho mediocre, ou mudam de trabalho mais que de cuecas, ou fundam o Google.

Resumindo, a "crise" gera toneladas de $$, de programadores individuais a grandes empresas. Por isso ela existe há 40 anos e eu acredito que vai durar mais 40.

2007-06-10

Noruega

Às vezes um cogumelo te faz pensar... do que eu percebo, o que é real e o que eu mesmo crio? Para minha surpresa, a Bélgica realmente existe. Mas tenho sérias dúvidas sobre a Noruega.
As belezas naturais são imbatíveis. Pra começar, tem ilha, montanha, praia e floresta, tudo junto ou separado. Oitenta beldades pra cada tilanga. Parques maravilhosos ao sol, inclusive às três da manhã. Tem até luz colorida de noite, que dura seis meses. Fenômeno magnético? Tá bom...

Mas quanto melhor o lugar, mais estranho eu me sinto. A felicidade, não a do turismo, mas aquela da gratidão, tem que conviver com a solidão, a saudade e a vontade de compartilhar cada momento com as pessoas que eu amo.

A verdade, Sarah, é que meus dias são longos demais sem você.

Fotos da Bélgica e Amsterdam
Fotos da Noruega

2007-04-24

Amor e ódio - Paris

5 motivos para amar

- O Louvre
- Uma baguete com queijo brie e vinho bordeaux custa tanto quanto um churrasco grego.
- A taxa de oito monumentos por habitante.
- O sistema de transporte coletivo.
- As francesas (Não confirmado. Adicionado por recomendação.)

5 motivos para odiar

- O layout dos teclados foi projetado por macacos bebados.
- Os idiomas falados localmente: Francês-flash e Francês-come-palavra.
- Camembert. E outros queijos bonitos com gosto de peido.
- É mais fácil alugar uma armada que um apartamento.
- Os fraceses.

2007-04-12

Novas fotos

Agora que recuperei meus badulaques, as fotos de Amsterdam, Calais, Strasbourg, Khel e Paris estao no meu web album.

2007-04-09

Mais um sino divido

Não existe algo do tipo "perder um amigo". Acho que as pessoas especiais, mesmo quando longe no tempo ou no espaço, enquanto forem amadas, nunca estarão perdidas.
Acontece que tais pessoas são raras. Ainda mais quando se é criança e socialmente inadequado. Tive sorte de encontrar um amigo para cultivar pensamentos que até hoje fazem parte do meu cotidiano. Sinto pelos desencontros da vida, onde ele tomou um caminho diferente e mais desaventurado que o meu.



Adeus, Magog, que os sinos soem melhor na próxima.

2007-03-29

Ooops

O link correto das fotos da escocia eh esse aqui:
2007 - 03 - Scotland


Fui passar um fim de semana em Amsterdam e, na volta, nao me deixaram entrar no UK. Isso significa que em breve colocarei as fotos da Holanda e da Franca.

Abracissimos,
Julio

2007-03-22

Scotland Yard



Posso ter tido boas desventuras nesta encarnação, mas todas elas foram fortemente compesadas pelos grandes amigos que encontrei. Esses [aqui] não são exceção: Leandro, Jonas, Aline e Gefrroá (ou algo assim, en fraçais). A Aline foi quem topou rachar a viagem pra Escócia.

London se despediu de nós com tímidos [flocos de neve]. Talvez como alerta para a friaca que nos esperava nas terras altas. Glasgow nos recebeu amavelmente na estação central, com um [café da manhã] extremamente digno pela bagatela de 3 libras. A viagem pra Edinburgh eh bonita, mas a ansiedade pra chegar ja estava fazendo a minha cabeça.

Edinburgh é de cair o queixo. Não dá pra saber o que olhar primeiro. A surpresa boa é que é tudo muito perto. O [Hostel] era literalmente do outro lado da rua do [castelo], e com curtas caminhadas conheci a [cidade velha], o [carlton hill] e a galeria nacional da escocia, que humildemente guarda um Rembrandt e um Monet, entre outras obras primas. Outra obra prima é o [uísque] 16 anos single malt que eu matei e que quase matou a Aline. Acordar sem ressaca no dia seguinte então, não tem preço.

Glasgow parecia uma cidade fantasma na tarde de terça. O [centro de ciências] é uma viagem fascinante, mesmo para um adulto. Infelizmente, muitas atrações já estavam fechadas quando chegamos. Mais uma caminhada pelo centro, um pouco mais cheio, e um brunch super gordura no aeroporto, e ja estava a caminho de Londinium. Viagem curta, mas inesquecivel.

2007-03-11

Bloody Sunday

Quando o motorista do D8 me acordou eu queria morrer. Ou então dormir mais cinco minutinhos. Mas tudo que eu ganhei foi estar bebado as 8 da manhã em algum lugar de Londinium. Agora acredito que Deus ajuda os bebados e as criancinhas, porque além de conseguir chegar em casa, fui recebido por um belíssimo amanhecer em Bethnal Green.


Depois de bater um rango super-style em Brick Lane, vou bater uma sinuca no trocadero com os broda. Nada mal pro domingão...

2007-03-02

London Calling

Depois de um dia me amassando nas poltronas da Delta, cheguei na terra da rainha. A ansia pela chegada me faz até relevar o tratamento porco da imigração e a mala perdida. Com mais umas 300 tentativas de ligações internacionais, consegui encontrar o Diego e meus dois novos amigos brazucas: Jonas e Aline. Ao entrar no carro, o som familiar da minha calça rasgando foi ligeiramente desagradavel, ainda, ainda mais com minhas malas passeando pela Tailandia. Foda-se, o povo daqui eh estranho mesmo.

Fomos encontrar o Andrew na Callan e bater um Pizza Hut. Gringo bacana, empreendedor, pode dar negócio. Comprei uma calça e fomos pro pub la perto começar a despedida do Diego e tomar umas e outras. Em seguida, deixei meus trecos em casa, e fomos beber mais na casa de um outro brazuca, o Leandro. Bebi até apagar no chão do quarto, com um skate de travesseiro. [fotos]

Acordei morto, saí pra caçar um café. Horrivel, como todos por aqui, não é por acaso que eles bebem chá. Na saida, achei que tinha levado um tiro, mas foi pior: meu intestino resolver se rebelar contra os mal-tratos dos ultimos dias e eu já me preparava pra comprar outra calça quando vi minha "salvação" - um banheiro público, na entrada de um parque.

As coisas aqui são muito velhas e acabam tendo um ar charmoso, a não ser no banheiro. Caguei ateh os miolos antes de descobrir que o botão escrito"paper" era meramente ilustrativo. De ressaca e cagado, perambulei pelo centro até resgatar minha mala, que foi enviada pro albergue. Cheguei em casa, saí pra comprar toalha e comer algo, na volta conheci os hungaros que moram comigo. Povogente boa. Mais uma volta pela cidade, tomei uma ceva "bonus" no pub e voltei pra casa matando uma latona de Guinnes e pensando na vida. Nào posso me queixar....
Carnaval

Ou quão estranha a vida pode ser... [fotos]

2007-01-14

O mudo é falso, mas o museu é bom.

Acho que estou no show de Truman....





Em todo caso, o Museu Da Lingua Portuguesa é fantástico. Não visitá-lo é um insulto, deveria ser crime digno de exílio. O terceiro andar é de emocionar até a uma pedra.


2007-01-09

Lar Doce Lar

Para comemorar meu aniversário e minha viagem, marquei no mapa todas as 15 residências onde já morei. O site é bacana, acho que vou marcar a viagem lá tbem!

http://maps.yourgmap.com/v/e_mh_Homes.html

2007-01-04

Ê lá em casa.

Como eu gosto de festa de reveillon :)

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no
limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e
entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra
vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra
diante vai ser diferente"
Cortar o tempo, Drummond

2006-12-27

Mes petits chats noirs














Sentirei falta dessa vida...
Da cozinha, dos gatos e da cama.
Das plantas, risadas e varanda.

Mas, ao mesmo tempo,
a saudade de tudo que tenho,
é minha principal motivação pra partir.

Amo muito tudo isso :)

2006-12-18

Meu Dia de Porco

"Terminar um relacionamento é como matar um porco. O olhar da vítima chega a
nos intimidar, de piedade. Mas a mão já está tão habituada que ainda assim
desfere o golpe e cinge a carne. Enquanto estamos sujos de sangue, ainda não
dá pra ter muita certeza, e a cabeça fica cheia de culpa. Mas depois do
prato servido, a consciência amolece, fica tenra como o pernil, e a boca se
enche d’água."
por F. Camacho (http://ubbibr.fotolog.com/fabiocamacho)

2006-12-10

Perspectiva

Passar pelas pedras pequenas é fácil. São as grandes que nos testam.
Dizem que dá pra saber o que tem num livro nas primeiras vinte páginas. Queria que com as pessoas fosse assim. Infelizmente, muito do que se vê em um ano não está no segundo beijo.

Seria melhor se estivesse, pois estas coisas já incomodam o suficiente sem serem ditas. Já te machuca ou causa problemas demais para compartilhar com outro, isso se for consciente. Mas um tigre não troca de listras, e, quando elas aparecem, as decisões começam a ficar um pouco mais difícies.

Mas como em todo caso de coincidência dos opostos, sempre existe um outro lado. E é por causa desses grandes sentimentos que vale a pena a vida. Espero que ela tenha paciência suficiente para vê-los.

2006-12-06

Prá não dizer que não falei das flores

De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois

Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer


Que vejo flores em você

2006-11-15

GO
ao som de Suite: Judy Blue Eyes

Esta chegando o ponto
Onde não sou mais engraçado.

Eu sou seu, você é minha
E isso é pra sempre.

Eu tenho uma resposta,
Vou voar daqui.
O que eu tenho a perder?

Obrigado, Judy Collins.

2006-10-30

Cachorro. Cavalo.

"O Brasil é ruim. Irá piorar.

Eu sempre acreditei nisso. Acredito cada vez mais. O Brasil já era ruim antes de Lula. Com ele ficou ainda pior. Ninguém conseguiu evidenciar nossa ruindade com tanta clareza quanto ele. E ninguém deu tanta garantia de que tudo iria piorar.

O homem certo para este momento é Henry David Thoreau. Leia Thoreau. Releia Thoreau. Declame Thoreau em voz alta. É o melhor remédio para todos aqueles que foram atropelados pelo lulismo triunfante.

Thoreau era um abolicionista americano. Ele rejeitava a escravidão embora a maioria dos eleitores de seu tempo a apoiasse. Em seu principal ensaio, Sobre o Dever da Desobediência Civil, ele argumentou que há algo superior à vontade da maioria: é a moral de cada um. "Minha única obrigação é fazer em todos os momentos o que considero certo."

Mas recomendo Thoreau por outro motivo. Um motivo menor. Um motivo mais mesquinho. Recomendo-o apenas porque ele permite insultar pesadamente o eleitor mantendo uma certa pompa, um certo brilho. Thoreau disse: o eleitor é um cavalo. Ele disse também: o eleitor é um cachorro. Eu repito, citando Thoreau: o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro, o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro, o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro. Insulte o eleitor. Sem perder a pompa, sem perder o brilho.

...



Thoreau: Cavalo. Cachorro.

Thoreau defendeu o direito de repudiar a autoridade do governo. Eu sou o Thoreau dos pobres. O Thoreau bananeiro. Repudio a autoridade de Lula. Lula pode ser o seu presidente. Meu ele não é. Meu senso de moralidade é superior ao dele. Lula é o chefe de uma junta de golpistas. Referendá-lo significa referendar o golpismo. Cassei sua candidatura um ano e meio atrás. Unilateralmente. Ele que fique com seus doleiros, com seus laranjas, com seus lobistas, com seus assessores, com seus jornalistas, com seus mensaleiros, com seus filhos, com seus gorilas, com seus bicheiros.

A forma que Thoreau encontrou para repudiar a autoridade do governo foi simples e direta: recusou-se a pagar impostos por seis anos. Chegou a ser preso por causa disso. Só foi solto porque uma tia saldou seus débitos. A revolta fiscal é o melhor meio de protesto que há. Muito melhor do que passeata. Muito melhor do que comício. Quem gosta de muita gente aglomerada é lulista. Prefiro me reunir com meu contador em seu escritório mofado, arrumando maneiras mais eficientes para burlar o Fisco. Falta somente uma tia rica para me tirar da cadeia.

O lulismo precisa de dinheiro para funcionar. Dinheiro limpo e dinheiro sujo. Meu terceiro turno será combater a CPMF. Eu sei que é um combate pouco heróico. Mas alguém realmente esperaria gestos heróicos de mim? Abolindo a CPMF, sobrará menos dinheiro para financiar o golpismo lulista. E para comprar os eleitores.

Thoreau: Cavalo. Cachorro."

Da amiga de um amigo meu, Marina Remy.

2006-10-24

Home Sweet Home

Casa da Mama. Pena que a lilith nao saiu na foto.....

2006-10-13

Rangos que deram certo

Picanha grelhada com cebola assada e risoto de queijo




Outros bem sucedidos....

Hamburguer de picanha com nozes e molho de gorgonzola





Pizza


Macarrão caseiro com almondegas e o nhoque tbem ficaram bons.

2006-10-02

Sinto Muito

Como me esforço para não precisar repetir estas palavras.
Mesmo que elas sejam sinceras, ou que rasguem um soluço ao sair, são sempre perdidas ao vento. Seja pela ira do momento ou pelo homeopático diluir dos anos, nunca se comunica o intuito original da sentença, verdadeiro ou não.
Só me resta então a amarga azia das palavras engolidas, do orgulho abandonado e da tristeza de sentir. Muito.

2006-09-10

Independência

















Este foi provavelmente o melhor feriado que ja tive. Monte Verde até que é bacana, mas o Chalé das Runas é fantástico. Do café da manhã carinhosamente preparado pela Roseli até a lareira fumegante e os seres rastejantes do teto. Tudo perfeito.

Sem falar em outros animais particularmente interessantes, como o esquilo gigante roedor de melancias, o gato morto vivo e o macaco escritor.

Recomendo fortemente.

"Que voce trilhe sempre o correto caminho. Nele estará protegido e abençoado pela sorte, anunciando a chegada de bons tempos que lhe trarão alegria, paz e iluminação"
Prece do Viajante, Chalé das Runas

2006-08-06

Tales from the topographic side of de sky

Confesso que foi diferente do que eu esperava. Os elefantes coloridos não estavam por lá e no nosso woodstock de pobre não cheguei na terceira banda. Os efeitos podem não ser hollywoodianos, mas, no mínimo, são interessantes.

Como sempre, eu sou o último a saber. Antes de 5 horas, a cerveja estava ganhando disparadamente, auxiliada por um cigarro de cravo, queijo com pimenta e o DVD do bruno e marrone no telão, acompanhado pela voz de uma cantora de segunda. Não esperava mais do boteco, que apesar de ser um lixo, era o melhor que Uberlândia pode me oferecer na sexta.

Entretanto, quando o ambiente ficou mais íntimo é que o cerebelo começou a coçar. Mesmo sendo a distração em carne, eu era capaz de notar detalhes antes imperceptíveis. Os sentidos não foram sinestésicos, mas aumentados a um grau de percepção que me permitiu explorar um corpo (ou dois) diferente do que tem me acompanhado. Além disso, tenho a dizer apenas que ainda não tomei viagra, levitra ou qualquer porra dessa, mas acho que encontrei um bom substituto - e com valor agregado.

As cores do shopping no sádado, com 750 ml de café expresso, me mantiveram ocupado durante o dia. Sem falar no filme "carros", que ganhou uma conotação bem diferente. A noite, os Engenheiros do Hawaii fizeram um show muito bom, seguidos do resto da mediocridade do festival.

Em casa, no sofá com minha gata (a felina), o yes embalou meu sono com Heart Of The Sunrise. Não poderia existir um final melhor pro meu dia de 45 horas.

2006-05-26

Dicas para uma mudança prática

Não que eu seja um especialista, mas depois de quinze a gente fica calejado....

Para mulheres:

- Providencie um homem.

Para homens:

- Prepare-se mentalmente: Se voce é apegado a suas coisas, visite sua família, leia um livro budista, medite.... desencana. Alguma coisa SEMPRE quebra.

- Prepare-se fisicamente: Alguns itens são esseciais:

- Sacos de lixo grandes, pretos e resistentes: Talvez você precise ir numa loja de construção ou jardinagem atrás disso, mas vale a pena. Quando voce tiver de saco (o seu saco) cheio ou alguma coisa simplesmente não entrar na maldita caixa de papelão, o saco (o de lixo) é seu amigo. Têm que ser grande pra caber muito. Preto é mais por privacidade e estética, afinal voce não quer que o chapa veja aquelas coisas que voce guarda em cima do armário.

- Fita adesiva larga transparente: Meu favorito. Mais utilidades que bom-bril. Evita que portas e caixas se abram e garante que seus embrulhos chegem ao destino embrulhados. Gruda itens que devem ficar juntos, fixa o papel nas porcelanas, uma beleza. Só não compre a marrom, porque ela pode soltar uma cola escura e irremovível.

- Pegue duas caixas grandes. Grandes mesmo. Uma vamos chamar de "lixo absoluto" e a outra de "lixo relativo". Se voce não quer algo e aquilo não serve pra ninguem, é absolutamente lixo. Se alguem pode querer essa merda, ponha na outra caixa.

- Seja prático. Se voce levar mais de 3 segundos para decidir onde por alguma coisa, provavelmente é lixo relativo. Se levar mais de 5, é lixo mesmo, absolutamente.

- Se voce etiver mudando de cidade, ao invés de morrer uma grana preta com caminhão e chapa, voce pode mudar no esquema de aproveitamento de uma transportadora. É assim: Você paga metade do preço, eles colocam suas coisas suavemente num caminhão e o dia que eles passarem pela cidade destino eles aproveitam e deixam elas na sua casa. Se deus quizer, você ainda se lembra delas até lá.

- Verifique a tensão elétrica do destino antes de começar a queimar as coisas. A cara de idiota é mais engraçada quando a gente sabe.

- Mude primeiro chuveiro, colchonete, escova de dentes, uma muda de roupa e uma garrafa de birita. Cigarros se fumar. O resto é supérfluo.

- Por ultimo o mais dificil.... divirta-se. Leve na esportiva, senão vai ser um saco.

Boa Sorte !

2006-05-16

O poeta precisa sofrer

Pois é esta a materia prima de seu ofício.
Eu, que sou covarde, não preciso. Mas o faço por opção.

Não pela patética piedade de antes, mas apenas porque o sofrimento é o unico caminho para seu oposto coincidente - a felicidade.

2006-04-30

Mama, I'm Comming Home

Bauru ou Big Mac?
[musica]
Acho que nunca vou decidir. Um singelo bauru, feito com esmero, é um prazer sublime. Toda boa pessoa lembra de um sanduíche, feito pra namorada, pro domingo a tarde ou só pra matar a larica mesmo. O ponto é que ele é único, simples, maravilhoso e fez toda a diferença. Tipo o google.

Mas o elaborado Big Mac é um oponente cruel. Ele já te esperava 30 segundos antes de você chegar. Seu preparo cirúrgico culminou em um sabor que, apesar da semelhança com o isopor, agrada 98.7% dos humanos. O resto prefere cheddar. Apesar de fazer parte da minoria, quando vejo aquele palhaço amarelo, sei exatamente o prazer que me espera.

Esta decisão tem muito a ver com...

Qualidade de vida
Dois substantivos dificeis de entender. Posso ler Crosby, Deming, Juran, Ishikawa e todos outros e, ainda assim, continuar sem entender bem o que é essa tal de qualidade. Ao tentar entender a vida, aí sim me sinto um merda.

Acho que qualidade de vida pode ser viver até os 92 a base de bauru ou até os 29 a base de big mac. Depende do que se quer, e é este o problema. Descobrir o que eu quero tem sido bem mais dificil que conseguir. Mas duas coisas eu sei que quero:

Ser antes de Ter
Acho que ninguém fica rico querendo ser rico. Talvez porque o desejo de consumo leve ao consumo imediato e aquisição de passivos, ao invés do acúmulo de ativos e gração de riqueza. Ou simplesmente porque é dificil mesmo.

O ponto é que nunca dei muita bola pra dinheiro. Talvez porque mesmo tendo passado por perídos dificeis, nunca passei fome ou fiquei sem teto. Minha preocupação sempre foi primeiro com as pessoas e com o aprendizado que com o sário em si. Lógico que eu gosto da grana e dos brinquedos que vem com ela, mas eu prefiro tentar ser uma pessoa boa antes de ser uma pessoa rica.

Outra coisa é que, pra mim, uma coisa importante é ser livre.

Liberdade
Não quero a falta de restrições. Isso é utópico e não me serve.
O que eu quero é escolhe-las. Isso tem um preço alto, mas eu estou disposo a trocar todas as opções metropolitanas por algumas opções provincianas, que creio apontar ao que quero ser.

É por isso que voltarei.

Times have changed and times are strange
Here I come, but I ain’t the same
Mama, I’m coming home

2006-04-23

The return of the jester

Preciso voltar a escrever, que seja mal ou futil, antes que eu vire uma uva passa.

Primeiro, porque minha memória já não guarda mais imagens e sentimentos que, vez em quando, eu gostaria de manter. Espero que os servidores do blogger sejam ligeiramente mais confiáveis, ou que ao menos sirvam como contingência.

Depois, porque ja faz um tempo que tou meio de saco cheio com a merda toda. Meu comparsa Fabio camacho resume bem o sentimento no blog dele. Já penso nisso a algum tempo e não posso deixar de adicionar algumas ideias, certamente com menos habilidade.

No começo da carreira, existe uma necessidade de valoriazação profissional que bem parece a fila do buzão. Todo mundo se espremendo, lutando pelas certificações, curso superior, pós-graduação e qualquer outra coisa que possa te dar um lugar na janelinha e deixar os perdedores para os leões.

Não que não seja válido. Também estou na corrida dos ratos e sei como é. Tenho meu lugar sentado e corro pelo alimento da minha vaidade, pois apesar de ser um nerd, também gosto de fita no cabelo.

Minha primeira tentativa de fuga foi trocar de estrada. Buscar conhecimento, ao invés de títulos, é importante. Não dá o mesmo efeito de chegar na rodinha abafando todos os distintivos com siglas de três letras que voce conseguiu, mas tem suas recompensas. O problema é que o templo desta religião, nossas universidades, estão igualmente corrompidas.

Como não sou estudante de dedicação exclusiva, minha única saida é o mestrado profissional. Para quem não conhece, esta é uma modalidade de mestrado onde as instituições copiam as aulas programas de mestrado tradicional e MBA para a noite e cobram uma pequena fortuna por isso. Na verdade eu espero que não seja uma cópia, para o bem da USP. Os conteúdos são fracos, muitos professores são incompetentes e, de maneira geral, a sua melhor fonte de informação é você mesmo e nossa gloriosa internet - mesmo numa instituição nota 4 em 5. Grande merda. E seria egoismo reclamar, uma vez que a maioria dos alunos está satisfeita ou se semi-esforçando pra chegar ao fim dos quadrimestres.

Mesmo ignorando as deficiências de nosso sistema de ensino falido, não existe esperança neste caminho. Um pesquisador bem formado no Brasil precisa escolher entre a lentidão e pobreza opressora das instituições federais ou a mediocridade velada das instituições particulares. A maioria dos professores acaba em um misto das duas coisas ou ainda como árbitro da corrida dos ratos de onde saiu. Infelizmente, nenhuma destas opções me agrada.

Pode ser que eu seja só um muleque rabugento, mas no momento eu me sinto preso a uma realidade nacional, quiçá mundial, de adoração aos titulos e a ignorancia. Eu, sinceramente, preferia comprar indulgências.

2005-12-18

O primeiro PT a gente nunca esquece ...

Mais ou menos como o partido, a diferença eh que este PT não tem volta em 2006 :)
Um uninho a menos na terra. Descanse em paz. Posted by Picasa

2005-11-16

Este é um teste, preu ver como fica uma foto no fotolog, porque toda vez eu tento colocar uma foto tem que ficar fazendo upload pro ftp igual do cara qe que vende servicos de computador por sexo, coisa que o cara aqui do meu lado nunca mais vai fazer e estah no computador neste exato instante, assim como o tiago que vai rir muito se um dia ele ver isso, mas assim como ele, ninguem le nada que eu escrevo, ainda mais deeeeeesssssstanho que o concerto de subversoes recursivas e sucessivas que acontecem diretamente na parte fria do meu cerebro, que nem se lembra porque eu quiz por uma foto aqui do lado da primeira vez. Muito menos porque eu estou usando este computador agora enquanto o mundo roda e eu nao posso ficar aqui parado com a boca escancaradas esperando a morte chegar, o que deve ser antes de acabar esta figura que eu estou tentando colocar texto suficiente para que o texto se coloque abaixo da mensagem. E assim como nas comunidades de muitos caracteres do orkut, nao vale copiar e colar sequencias aleatorias, mas sim digitar vigorosamente ajedivos superfluos para ganhar mails algumas linhas enquanto vagarosamente o nosso destino é cumprido. afsdfkjalsdfe.asdfj'pa jfasldkjf ;asdljf a;jfsdipjfpwejf.............................. Posted by Picasa

2005-11-12

E foi então que apareceu a raposa.

O mundo sempre insiste em rodar, é só a gente não ficar olhando.

2005-07-12

Subversão: Um Prazer Sublime

Usar a discórdia como incentivadora do crescimento está longe de ser novidade.
Socrates fazia, a nova economia o faz e até a própria natureza nos manipula até o limite da seleção natural.
O começo do bom-senso é quando se consegue argumentos suficientes para se convencer que sua crença está errada. Que o outro, o concorrente, o inimigo está certo. Convença-se disso racional e sinceramente. Seja contra.
A partir de então, uma outra jornada terá início, rumo a um conhecimento onde as opinioes e inferencias terão que ser sobrepujadas por fatos e dados.
Agora, existe um grande risco neste caminho:

VOCE PODE MUDAR DE IDÉIA :)

2005-06-16

One Of My Turns

there's a kid who had a big hallucination
making love to girls in magazines
he wonders if you're sleeping with your new found faith
could anybody love him
or is it just a crazy dream

I never had the nerve to make the final cut.

2005-06-14

Eugoismo

Eu sou só un nerd
E nem sei se gosto ainda
Tambem nao sei se a gente escolhe a vida
ou se é ela que carrega a gente

Sou só um roqueiro
Por herança e opção
Frustrado por nao tocar
Mas grato por saber ouvir

Sou um apaixonado só,
No fundo, um sentimental
Porque o amor é um verbo
Que nunca deveria estar

Tambem sou um escritor,
Sem métrica, rima ou talento
Acho que faço de pirraça,
Só para rir da mediocridade

Sou só mais um cara,
Um jogador barato,
Embriagado e viciado
Em tudo que me faz bem.

E sou ainda mais
Esportista, alpinista e ciclista
E nada disso direito
Quem sabe amanha seja outra coisa

Um dia, talvez nao seja mais nada
Ou o que quer que seja que haja
Mas já que estou, vou ser que for
E seja o que a gente quizer.

2005-05-11

Trocando em miudos...

Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.

2005-03-21

"É por isso que sempre estivemos no topo da cadeia filosófica, carregados até o cume por máximas célebres e aparentemente inofensivas como "cagando e andando", "ema ema ema" e "já Elvis".

A crença na Vontade e na Liberdade é uma escolha religiosa, mítica, quase fictícia, porque não existe, em lugar algum da ciência, premissa capaz de dar segurança quanto à existência de tais fenômenos. Tenho pra mim que realmente não existem. São, entretanto, partes indissociáveis da maneira como, humanos, interpretamnos o universo.

Tempo e espaço. Vontade e liberdade. Nomes que damos às coisas depois de sua existência, funções que criamos para objetos e fenômenos que na verdade simplesmente são.
Se alguém deu a primeira tacada, não me atrevo a responder, mas somos sem dúvida movidos apenas pelas outras bolas de sinuca."

ba ma dea broda Fabio Camacho (http://www.fotolog.net/fabiocamacho)

2005-02-20

Liberdade

O que me atormenta é o seguinte...
Quando decidimos, pensamos ou aprendemos; o fazemos baseado em conhecimentos pré-existentes e a partir deles decidimos, aferimos ou descobrimos algo novo para nós.

Exemplo:
Ao pensar se vou comer batatas agora, levo em conta se estou com fome, com vontade, gordo e que horas são agora.

Acontece que cada um destes fatores foi igualmente definido pelo mesmo processo. Normalmente as nossas escolhas são muito mais complexas, envolvendo fatores inconsientes, intuitivos e emocionais. Mas mesmo que não conheçamos os fatores base para uma decisão, nao significa que eles não existam. Aredito que eles existam em grande número e complexidade, nos tornando tão imprevisíveis quando o local onde cairá a próxima gota de chuva.

Assim como a gota de chuva não escolhe aonde irá cair, talvez o que somos seja apenas o resultado de uma sequencia complexa de fatores naturais e organicos, não só a partir da nossa existência, como da de nossos pais e seus antecessores que culminaram no "eu" atual.

Tal pensamento nos remete à questão da existência ou nâo de uma causa primordial ou se apenas tudo sempre existiu. Independente de qual seja a avaliação desta questão, a causa primordial da nossa existencia ocorreu antes de existirmos. Como acredito que não optamos por existir e nem podemos interromper nossos pensamentos, talvez eles sejam apenas um processo biológico sucessivo e totalmente fora do nosso controle, nos levando a estar tão a mercê do tempo quanto os chimpanzés e tão "livres" quanto as pedras.

Entretanto, não consigo deixar de crer que existe algo além da fé que pode ajudar a resolver tal dilema...

2005-02-19

Huminante

O mundo é um relógio bizarro... as vezes acho que estamos todos conectados e girando apenas para fazer a coisa toda funcionar.

Será que somos livres ?
Parece que é exatamente isso que nos diferencia na natureza, sendo capazes de alterar o nosso destino ao invés de ficarmos "à mercê dos dias, do tempo" (Goethe).

Uma caracteristica particular dessa liberdade é o raciocínio, virtude a qual tanto nos envaidecemos e que nos permite questionar e julgar tudo que existe. Mas esta poderosa inteligência pode revelar pouco além da sua própria existencia, pois ela está presa pelos sentidos neste universo de ilusões e trevas.

Mesmo com esta cruel limitação, conseguimos partir de paus e pedras e chegar a outros planetas, entre outros feitos igualmente louváveis. Acredito que esta habilidade de questionar além da curiosidade cotidiana faz parte da essencia do que nos faz ser humanos, ao invés de pedras ou chimpanzés.

Então, porque ao invés de assumirmos esta condição humana e vivermos num mundo cheio de Newtons, Humes e Bakunins, cada vez mais nos parecemos com as maquinas que criamos ? Porque nadamos contra a correnteza de criatividade que nos é inata ?
Porque nos fazemos assim !

Desde cedo, a curiosidade infantil é tratada com censura ou demérito e , na escola, tudo que nos são dadas e cobradas apenas as respostas; sendo que as perguntas certas é que interessam.
Pra que aprender a marcar pontos no plano cartesiano e não saber do seu criador, seus amigos racionalistas e o mundo de então ?

Acredito que cada pergunta deveria levar apenas à próxima, tornando o aprendizado algo prazeiroso, ao invés de opressor e difícil e que muito dos problemas que temos é por essa nossa insistência em lutar contra esse e outros instintos tão naturais.

Nao sei se somos livres, ou se o pensamento é algo tão orgânico e material quanto nossas fezes. De qualquer forma, melhor colocar ambos pra fora.

2005-02-18

Tudo bem ... até pode ser que os dragoes sejam moinhos de vento...
Muito prazer, ao seu dispor se for por amor às causas perdidas.

Ducaralho essa !

2005-02-15

Kayleigh ?


É muito tarde pra pedir desculpas ?
Poderiamos ficar juntos de novo ?
Não posso continuar fingindo que o fim foi natural.

Não achei que fosse sentir sua falta
Achei que seriamos pra sempre amigos
Diziamos que nosso amor seria eterno
Então como chegamos a este final amargo ?

Quero apenas pedir desculpas,
Mas estou muito assustado para ir ao telefone,
E ouvir que voce achou outro amor
pra corrigir nosso lar incompleto.

Ainda estou tentando escrever aquela canção de amor,
É mais importante pra mim agora que voce se foi,
Talvez ela prove que estavamos certos,
ou que eu estava errado.

Voce se lembra ?

2004-12-29

O Prisioneiro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la.

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer...

2004-12-23

Socrástico

Algo que me deprime: Cinquenta jovens no auge da criatividade enclausurados em uma sala enquanto o professor vomita a aula. Todos preocupado com a prova, qualquer que seja. Será que o culto à ignorancia da sociedade é fruto do nosso mecanismo de ensino alienado ? ou será que é o contrário ?

Me farei de exemplo.
Quando estudei filosofia no colégio, Sócrates foi meramente abordado. Nada além de seu pensamento crítico, afinal, os pensadores "modernos" eram bem mais interessantes.
Vejamos um pouco mais sobre esse cidadão grego:

Ele criticava muito a oligarquia dos espartanos e a democracia pacífica ateniense, pois nenhum deles servia como regimento adequado ao povo. A tensão entre os regimes, entre outros fatores, culminou na derrota dos gregos por Alexandre em 336 a.c. e, depois disso, a conquista romana.

Será que se as críticas de Socrates aos dois regimes tivessem sido houvidas, poderia ter surgido um regime diferente e evitado a vitória de Alexandre ? Como consequencia disso, os romanos provavelmente não construiriam seu império e o despotismo da fé que domina nossa sociedade até hoje. Infelizmente, Sócrates também questionou seus deuses e foi condenado a morte, por corromper os jovens com suas idéias e passou a existir apenas como alvo da comédia de Aristófanes.

O quão atual é essa discussão ? Pra que essa viagem ?

Quando, em Aristófanes, para responder pelos votos da democracia, procura-se um chefe vulgar e de pouca educação, um vendedor de carnes é encontrado. Indagado se save ler e escrever ele responde: "Um Pouco". É o que basta para obter o voto do povo." parece familiar ?

E quanto aos romanos, que baniram diversos livros (os evangelhos apócrifos) da publicação original da bíblia para estabeler a igreja e banir todas outras crenças. Este tema está não só na super-interessante deste mês, mas no Codigo Da Vinci e em todos os caça-níqueis que o seguiram. Em que você acredita ?

A democracia, questionada por se a ditadura da maioria. Ela pode lhe parecer confortável hoje. E se você tivesse nascido negro e optasse pela homossexualidade ? E se fosse anão, careca, soropositivo e deficiente físico ? provavelmente teria uma vida um pouco mais agradável que de uma samabaia, a não ser que fosse palmeirense. Nesse caso a planta sofreria menos. Brincadeiras a parte, homossexuais no Brasil não podem se casar, receber herança e muitas outras restrições que, agora que são uma minoria maior, começam a movimentar a sociedade.

Quanto ao grande Alexandre, ele está reincarnado por Colin Farrell numa megaprodução das telonas, a estrear. De repende, dois milênios e meio depois, o pensamento de Sócrates é atual como o jornal de amanhã.

Quanto mais interesse poderia ser despertado se não fossemos submetidos a injeções isoladas de conhecimento, mas vissemos a historia, geopolítica e artes juntas, com suas trocas e influências ?
Quanta criatividade poderia ser usada para melhorar nossa sociedade ao invés de aliená-la ?

Melhor parar de perguntar. Cicuta me dá gases...

2004-12-19

Vendo tantas atrocidades sociais, é dificil não tentar entender o mundo pervertido em que vivemos. Entretanto, fazemos isso como na fábula dos cegos tentando entender o elefante.

Agarramos uma perna com a maioria dos outros cegos, a convencionamos como verdade e execluimos os loucos que dizem que o elefante é um rabo. Não tenho a pretensão de ver todo o paquiderme, mas luto contra a minha cômoda deficiencia.

Não me sinto culpado pelas crenças, lugares e pessoas que deixei. Apesar de nerd convicto, tenho prazer na sátira que o passado faz de nós, através dos séculos de história repedita. Não me importa se é pelo helenismo, tecnologia ou bridget jones, desque não seja permanente. Afinal, de que adianta o livre-arbítrio que nos diferencia dos outros animais, senão para mudar, descobrir novos sabores e amar novamente ?

2004-12-05

Isso aqui anda muito filosófico. DÁ LHE BRIDGET JONES :

Hearts gone astray
Keeping her when
they go I went away
Just when you needed me so

You won't regret
I'll come back begging you
Don't you forget
Welcome love we once knew

Yeah Open up your eyes
Then you'll realize
Here I stand with my
Everlasting love

Need you by my side
Come and be my pride
You'll never be denied
Everlasting love

From the very start
Open up your heart
Feel the love you've got
Everlasting love

This love will last forever
[U2-Everlasting Love.mp3]

2004-11-30

Voce me ama ?

Apesar da dolorosa curva de aprendizado da álgebra, ela não é a pior parte da equação.
O mais agoniante é que a resposta já está lá, inerte e zombeteira enquanto voce se afunda pelas pautas. Na vida funciona parecido, mas perguntas costumam ser um pouco mais complicadas que o valor de X, tendo suas variáveis substituidas por experiências pessoais, cultura, fé e outros valores igualmente precisos.

A afirmação de que o segredo está em encontrar as perguntas corretas, apesar de não ter a fama da relatividade, é minha linha favorita de Einstein. Essa idéia, longe de ser original, vem desde Lavoisier até os irmãos Wachowski , mostrando ao Neo que todas as suas escolhas estavam tomadas, so lhe cabendo entendê-las.

O perigoso é que, exterminando a coincidência ferimos gravemente a invenção, a criatividade e temos uma percepção um tanto diferente da nossa realidade.
Podemos nos ver apenas como uma mente "Tabula Rasa" seguida por uma cadeia complexa de
acontecimentos, nos transformando em seres tão previsíveis quanto a localização da próxima gota de chuva.

Se nascemos livres de conceitos, o que acredito ser verdade, nossa única fonte de transformação são as experiencias que conseguimos perceber através da combinação dos nossos cinco limitados sentidos.

Exceto por um detalhe.

O que aprendemos ao ver uma tela do Dali, assistir aos filmes do Kubric, andar de montanha russa ou até com estimulos mais primitivos, como sexo ? Existe algo maior nessa experiência que a combinação dos sentidos, algo confeccionado com cuidado exclusivamente para aquele momento em que tocamos nesse sexto sentido, que eu chamo amor.

Origem dos outros sentimentos, para não falar da própria existência, nosso amor é lapidado ao longo de tantas experiências únicas que fica muito mais dificil entender o que sentimos de verdade do que responder prontamente à nossa questão tema.

É.... quem ama, sempre mente.

2004-09-03

5 coisas a NUNCA mais esquecer quando viajar a trabalho:

- 10 CDs
- Entretenimento pornográfico
- Um bom livro não técnico
- Ferro de passar
- Roupas de sair

...

2004-07-12

Vassalos

Meu problema com o cristianismo não é, de forma alguma, religioso.
Poucas coisas me preocupam menos que a existência de entidades sobrenaturais, regentes da vida na terra. Não duvido da existencia de Deus, Cristo ou qualquer outro elemento da doutrina, mas acredito que a verdade está além da minha limitada visão. Pode ser um bom anestésico para a consciência aflita com a finitude de nossa existência ou problemas cotidianos. Mas são outros grilhões da igreja que me ferem.

As restrições à liberdade impregnadas em nossas cabeças atráves dos séculos como um sútil condicionamento é, entre todas as formas de escravidão, a mais vil. Tomemos como base o mais natural dos instintos, o sexo.
Falar em sexo é incomodante. Apenas o som de palavas como "sémen", "buceta" ou "pinto" são capazer de criar expressões de desaprovação ou nojo. E são coisas mais naturais que as brandidas em sultuosos edifícios nas sessões de pregação.

Estamos todos pelados. Tire a roupa se duvidar. A repugnação do obsceno mostra seu cúmulo ao levar um artista à justiça por mostrar as nádegas a um público restrito e mal educado, enquanto outros fazem isso públicamente em rede nacional. Não que eu ache que devemos ser peladões ou defenda o naturismo civil. O que me incomoda são os absurdos.

Pense que vivemos numa sociedade em que uma pessoa que ame outra de mesmo sexo, está subitamente privada de direitos garantidos até a criminosos, como herdar de seus parentes falecidos ou ter dependentes. Doenças sexualmente transmissíveis se propagam assustadoramente e ainda se questiona a corretude do uso de preservativos e pílulas anticoncepcionais.

Não acredito que a culpa de todos os males da sociedade seja da Igreja. Ela sempre teve fortes aliados no estrangulamento da liberdade, como o governo e a economia. Mas sem dúvida é uma fonte ativa e forte de restrições. Vejo a repressão mental a qual somos subjulgados como algo tão abominável e absurdo como as repressões físicas, tal qual o nazismo ou inquisição.

E isso não é um problema de minorias como judeus, homossexuais ou bruxas. É um problema constante, perverso, sutíl e global.

Isso inclui você.

2004-07-04

Carta de Bakunin à seu irmão Pavel

Eu amo, Pavel, eu amo imensamente; eu não sei se posso ser amado como gostaria de sê-lo, mas não desespero; eu sei pelo menos que se tem muita simpatia por mim; eu devo e quero merecer o amor daquela que amo, amando-a religiosamente, quer dizer, ativamente; - ela está submetida à mais terrível e à mais infame escravidão; - e devo libertá-la combatendo seus opressores e acendendo em seu coração o sentimento de sua própria dignidade, suscitando nela o amor e a necessidade da liberdade, os instintos da revolta e da independência, lembrando a ela o sentimento de sua força e de seus direitos.

Amar é querer a liberdade, a completa independência do outro, o primeiro ato do verdadeiro amor, é a emancipação completa do objeto que se ama; não se pode verdadeiramente amar senão a um ser perfeitamente livre, independente não somente de todos os outros, mas mesmo e sobretudo daquele pelo qual é amado e que ele próprio ama. Eis minha profissão de fé política, social e religiosa, eis o sentido Intimo, não somente de minhas ações e de minhas tendências políticas, mas também, tanto quanto eu possa, o de minha existência particular e individual, pois o tempo em que estes dois tipos de ação podiam ser separados já está bem longe de nós; agora o homem quer a liberdade em todas as acepções e aplicações desta palavra, ou então ele não a quer absolutamente.

Querer, amando, a dependência daquele a quem se ama, é amar uma coisa e não um ser humano, pois este só se distingue da coisa pela liberdade; e também se o amor implicasse a dependência, ele seria a coisa mais perigosa e a mais infame do mundo porque criaria uma fonte inesgotável de escravidão e de degradação para a humanidade. Tudo que emancipa os homens, tudo que, fazendo-os entrar neles mesmos, suscita o princípio de suas próprias vidas, de uma atividade original e realmente independente, tudo que lhes dá a força de serem eles próprios, - é verdadeiro; todo o resto é falso, liberticida, absurdo.

Emancipar o homem, eis a única influência legítima e benfeitora. Abaixo todos os dogmas religiosos e filosóficos, eles nada mais são do que mentiras; a verdade não é uma teoria, mas um fato; a vida é a comunidade de homens livres e independentes - é a santa unidade do amor brotando das profundezas misteriosas e infinitas da liberdade individual. Por favor, não se esqueçam de mim e, se for possível, escrevam-me, mas sendo prudentes e evitando também vos comprometer pelo que quer que seja, escrevam-me pelo menos uma palavra a fim de que eu possa estar seguro de que estais ainda vivos. Meus pobres, vós não podeis saber quão freqüente meu coração se aperta em relação a vós e por vós; nossos pais desperdiçaram toda vossa vida; eles vos mataram.

O que é feito de meu pai? Eu lamento por ele: ele também era capaz de uma outra existência. Ele ainda está vivo? Eu lhe escreverei em breve uma última carta de adeus, sem o menor objetivo prático ou interessado, mas simplesmente para me despedir dele e lhe dizer algumas palavras de afeição e de adeus. Quanto à minha mãe, eu a amaldiçôo; para ela, em minha alma, não há lugar para outros sentimentos além do ódio e do mais profundo e radical desprezo, não por minha causa, mas pela vossa, a quem ela causou muitos males. Não me trateis por cruel; é tempo de que nós nos libertemos de um sentimentalismo impotente e irreal; é tempo de sermos homens, homens tão fortes e tão constantes no ódio quanto no amor. Sem perdão, mas guerra implacável a meus inimigos, pois esses são os inimigos de tudo o que há de humano em nós, os inimigos de nossa dignidade, de nossa liberdade.

Nós por muito tempo amamos, Queremos finalmente odiar.

Sim, a capacidade de odiar é inseparável da capacidade de amar.

2004-05-16

Caso de Familia 2

Meu amigo, nunca fui muito certo. Eu era pivete, mas fazia maior pinta de bacana.
No morro me chamavam de Teta, por causa deste terceiro mamilo.

Ela não. Ela era minha princesa. Morava em Ipanema, pertinho da praia onde a gente se conheceu. Quase quinze aninhos, um corpo dourado espetacular. Coisa de cinema. Família tradicional da burguesia carioca que não podia nem imaginá-la com alguém do morro, ainda mais de cor.

Uma tarde ganhei na loteria. Aniversário dela, casa vazia, o mundo era nosso. Mal passei pelo muro e já começamos ali mesmo. A pequena tinha um apetite de matar, muito maior que daquelas piranhas do baile.

Já anoitecia e a gente tava transando na sala, sem respeito pelo sofá caro ou por nenhum outro item da decoração. Assustados com um ruído decidimos continuar no porão, onde tinha a lavanderia. Mas nem assim paramos. Fiz aquela pose de fortão, levantei-a pela bunda e, com ela me abraçando com as pernas, fomos descendo a escada.

Mal acendi a luz e já ouvi a salva de “PARABÉNS”. Tava todo mundo lá. Ela sumiu instantaneamente e eu fiquei paralisado pela cena tão bizarra. Pelado, de pau duro, na frente de um monte de pinguin. Nem tentei reagir.

Hoje eu como essa gororoba da cadeia. Mas já comi muito melhor...